Star Wars: O Mandalorio e Grogu é o retorno morno da franquia ao cinema
Depois de 7 anos focando exclusivamente nas telinhas da Disney+, Star Wars está de volta nas telonas do cinema com O Mandaloriano e Grogu, que funciona tanto como uma quarta temporada para a série que foi o pivô inicial da franquia no streaming, como uma aventura da sessão da tarde que você assiste com a família depois do almoço de domingo.
Na história, Din Djarin (Pedro Pascal) e o pequeno Grogu trabalham com a Nova Republica para caçar imperiais espalhados pela orla exterior, até que a caçada os leva a entrar em contatos com Os Gêmeos, que vocês provavelmente (não) lembram de O Livro de Boba Fett, outra série deste "Mandoverso". Então vão atrás de Rotta (Jeremy Allen White), filho de Jabba, O Hutt para que consigam informações sobre um imperial misterioso. Estes não são os únicos Glupp Shittos (piada interna praqueles personagens obscuros que os fãs sempre se animam de ver) do filme, que também traz de volta Zeb, de Rebels (2014) e o caçador de recompensas Embo, de The Clone Wars (2008).
Apesar de todas estas conexões, o filme contextualiza o suficiente para ser amigável para quem não tem familiaridade alguma com Star Wars, ou passou direto das séries.
Dos novos personagens introduzidos, o destaque é de Sigourney Weaver (Alien) como a Coronel Ward, que ao lado do próprio Jeremy Allen White (The Bear), estão longe de ser o nome mais famoso do elenco novato, que conta também com a voz do próprio Martin Scorsese (diretor de Táxi Driver; O Lobo de Wall Street) em uma rápida aparição que não deixaram ser surpresa.
A cinematrografia, que já era um ponto geralmente forte da série (ao menos nas primeiras temporadas) é especialmente ampliada no formato do cinema com lindos cenários uma variedade de ambientes muito bonitos.
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| Grogu, Din Djarin e Zeb Orrelios. Steven Blum retorna para dar voz ao rebelde da série animada do Disney XD. |
Não podemos falar de Star Wars sem mencionar a trilha sonora. Aqui composta por Ludwig Göransson (responsável também pelas músicas de Pecadores e ambos os filmes do Pantera Negra), assim como na série, elas são o molho do filme que complementam perfeitamente as cenas. Especialmente os momentos de ação muito bem coreografados, incluindo um momento que referencia a batalha no coliseu de Geonosis do Episódio II: O Ataque dos Clones (2002).
O centro do filme é muito focado na ação, com apenas pitadas da relação entre Mando e Grogu, que apesar de desejar mais durante o filme, fico feliz como foi retratada. Rotta tem uma participação bem maior do que eu esperava e gostei de acompanhar o personagem durante o filme e me deixou curioso se veremos ele novamente no futuro.
O filme tem um ritmo um tanto... engraçado. Por diversas vezes é como se a tela fosse apagar e eu teria que esperar até a próxima semana para descobrir o que aconteceria em seguida, provando que esse filme nada mais é do que um episódio glorificado, ou pior, uma temporada de televisão compactada em 1 hora e 58 minutos.
VEREDITO: ★★★
Um filme, que já estreia nesta quinta-feira dia 21 de Maio, se resume apenas ao famigerado "Hype moments and Aura", não poderia ser o retorno mais tíbio para Star Wars, embora não deixe de ser uma experiencia divertida de se acompanhar. E o Grogu sempre vai ser adoravel!
Texto de Marcos Cruz
Revisado por Tiago Samps





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