A ESTÉTICA HIPERREALISTA PRECISA ACABAR.
Quando o Super-Homem chegou às telonas pela primeira vez, em 1977, todo mundo adorou ver Kal-El voar. Mesmo de cueca por cima da calça de um collant azul e vermelho. Traduzir o maior herói dos gibis para fazer você “acreditar que o homem pode voar” foi muito mais sobre adaptar o coração dessas histórias COM a magia do cinema do que transformar em algo novo — o que não é problema —, mas a magia e a bobeira sempre estiveram ali, se levando a sério (como Richard Donner levou) ou não (como Joel Schumacher extrapolou em Batman & Robin, 1999). Foi só nos anos 2000 que a necessidade de imaginar esses heróis na “realidade” surgiu, quando as crianças de 70, 80 e 90 se tornaram adultos que ainda gostavam de super-heróis, mas buscavam justificar seu gosto infantil na vida adulta. Então os X-Men, super-heróis em roupas coloridas, se tornam militantes em uniformes de couro. O Batman, um idealista que enfrenta crocodilos gigantes, fisiculturistas mutantes e palhaços gangsters, perde complet...




