Trilhando as Trilhas | Episódio V: Wicked Parte II

 

Trilhando as Trilhas

Episódio V:
Wicked Parte II

Há algumas maneiras como uma trilha sonora de uma sequência pode se apresentar: mais do mesmo (Esqueceram de Mim 2), expansão com base na trilha anterior (Império Contra-Ataca) e algo completamente diferente (O Mundo Perdido: Jurassic Park). A trilha de Wicked Parte II (For Good) é uma mistura dos dois primeiros. Ela faz coisas novas, sim, incluindo novos temas e abandonando outros, mas ao mesmo tempo, há uma ou outra citação quase idêntica a faixas do primeiro filme (cuja "análise" recebeu leves atualizações necessárias após algumas gafes e detalhes que passaram despercebidos).

Para os não iniciados, há uma coisa sobre John Powell que precisam saber: ele gosta muito de usar um coral. Dá pra ouvir um pouco disso na trilha da Parte I, mas, em comparação, aquilo foi só um aquecimento, porque aqui ele se soltou e elevou a trilha do segundo filme. As músicas de Stephen Schwartz também parecem um pouco mais "no esteroide", muito por sua utilização da percussão, mas também por uma mixagem para o álbum muito melhor, o som comprimido foi embora e a composição agora tem espaço para respirar.

Novamente, edições em português, mas dessa vez tudo em um videozin pra ouvir enquanto lê, se quiser.

E, como na Parte I, Powell é quem começa o filme, com Building a Golden Road. As mesmas cordas no padrão misterioso de Opening Build, e já com o coro masculino cantando um novo tema. Os violinos substituem o coro e se tornam mais agudos, com os metais acompanhando, ao ser revelado de que se trata o novo tema: a opressão dos animais. Segundo Powell, é um tema que toda vez que parece que está indo a algum lugar, volta ao início. O coro feminino entra de forma etérea e afasta o tema da opressão, um sopro dançante pontua as ações da figura misteriosa, o coro etéreo retorna e a ação chega com um novo motivo para Elphaba em Ação nos metais, e então uma versão heroica do início de No Good Deed.

A faixa termina com o início de Every Day More Wicked/O Terror da Bruxa, o tema da Bruxa Má em toda sua glória, com as cordas dos Macacos Voadores por baixo, transicionando pra No One Mourns the Wicked, e, então, a música de fato começa com o motivo de Nessa e Boq em Dancing Through Life. No filme, essa música faz um remate dos principais temas do primeiro filme: No One Mourns the Wicked, obviamente; o tema dos Macacos Voadores; o motivo de Nessa e Boq, que faz a transição entre o coro e a reprise de The Wizard and I, a qual, por sua vez, cita One Short Day e leva a What Is This Feeling. Não satisfeito, ainda temos Popular com os Lá Lá — coincidentemente o mesmo segmento que serviu de tema para Glinda na trilha de Powell —, então é uma dupla citação, e termina de volta em No One Mourns the Wicked.

Na reprise de What Is This Feeling, Glinda não está mais achando exagerado o coro cantando atrás dela. É uma Glinda diferente e, por isso, Powell criou 2 novos temas para ela, que podem ser ouvidos em Bubbles and Rainbows. Começa de forma usual para Glinda, pizzicazo e sinos, mas aí o coro entra com o novo tema (que pode ser derivado de The Girl in a Bubble, mas não tenho certeza), ainda retendo os sinos e sopros que caracterizaram seu tema no filme anterior. O tema da Morrible entra ali de fininho no meio e depois toma conta do coro de maneira sinistra, seguido de uma citação de I Couldn't Be Happier, continuando no tom meio sinistro. A música continua a ser citada conforme Glinda tem seu momento flashback, no coro, no sopro e nas cordas. Uma ascensão é quebrada por Glinda não conseguir performar a magia que queria, ao som do tema do Poder. O segundo tema aparece logo depois, é uma variação do novo segmento de Popular (And though you protest, your disinterest, I know clandestinely...), um tema para a parte de Glinda que duvida do que está fazendo. Os temas #1 e #2 se misturam em um arranjo bombástico quando Glinda chega à cidade dos Munchkins.

Thank Goodness / I Couldn't Be Happier/Que Dia! / Não Dá Pra Ser Mais Feliz são o que são, citadas desde Galinda Becomes Glinda. As duas partes são divididas por Backstage Confrontation, porém a versão do álbum não é a mesma do filme. Ambas começam do mesmo jeito, com as cordas e o tema da Glinda do filme anterior (os Lá, Lá) seguido do tema #1 nos sinos de forma melancólica. Mas, no álbum, a faixa se torna apenas um acompanhamento de cordas e coro com uma leve citação do tema #1 e de I'm Not That Girl. No filme, há uma citação do tema da Bondade da Elphaba e uma de I'm Not That Girl muito mais proeminente, que conecta a I Couldn't Be Happier direitinho. Não será a última vez que teremos divergências, inclusive nem é necessário esperar muito, pois Lies in the Sky começa completamente diferente no filme, com uma reprise do tema da Bruxa Má quase idêntica a Building a Golden Road/Every Day More Wicked. No álbum, a versão heroica de No Good Deed retorna, que rapidamente é tomada pelo tema da Morrible. A orquestra e o coro se tornam erráticos e, no meio deles, as cordas tocam o tema da Morrible de novo. O coro masculino volta e o tema dos Macacos Voadores também, e por cima, o tema do Poder, seguido do novo motivo da Elphaba em Ação.

Sopro e sinos iniciam Forest Furnishing, mas essa leveza vai embora rápido, assim que o piano começa junto da percussão, criando uma atmosfera sombria. As cordas com a melodia principal de Defying Gravity crescendo e o coro feminino alimentando a tensão, e, então, as coisas se acalmam com Dancing Through Life nos violinos de maneira melancólica. As cordas continuam com a melodia, mas transicionam para o tema do Poder (as duas últimas notas), o coro cresce com o sentimento de desolação de Elphaba e o tema da Bondade nos sinos dá as caras enquanto ela lembra de tempos melhores. O motivo de Nessa e Boq retorna docemente na harpa enquanto Elphaba olha para a notícia de Nessarose.

Antes de irmos à próxima faixa, o uso do tema do Poder nesta que passou me intriga. Não só a similaridade com Dancing Through Life, mas também com For Good, para os meus ouvidos pelo menos. For Good possui 6 notas como sua melodia principal (I have been changed for good), as 4 primeiras ascendentes e descendentes — pã pah pã pah — e as 2 últimas descendentes. O tema do Poder segue a mesma regra, alguns tons abaixo. A primeira parte dele possui as 4 notas que sobem e descem, seguida de uma repetição que termina com duas notas descendentes, mas o tom é significativamente diferente: For Good termina como algo definitivo, enquanto o tema do Poder termina de forma melancólica, quase como que perguntando "Have I been changed... for good?". Mas isso é especulação, me ignorem, sabidos de teoria musical, sou um impostor.

Governor Nessa's Petty Proclamations abre com o tema da Opressão no sopro e na harpa em um ostinato, enquanto nos sinos e cordas Wicked Witch of the East toca. No sopro, uma doce ideia toca antes do ostinato retornar, a melodia da música continuar e o tema da Opressão tocar feliz nos metais. E depois, na forma usual com o coro masculino, a orquestra se juntando e crescendo. Quando Elphaba aparece voando, No Good Deed é cantada pelo coro, enquanto o ostinato de Unlimited toca nas cordas por baixo. A música acalma, mas o tema da Opressão continua a se repetir nas cordas enquanto os animais fogem. Something Bad toca enquanto Elphaba pede aos animais para ficarem, e o tema da Bondade retorna fragmentado no coro no reencontro com Dulcibear.

No One Mourns The Wicked é como No Place Like Home/Aqui é Nosso Lar começa, mas as conexões com o resto das músicas para por aí... na versão do álbum. No filme, por conta do corte ao final, há uma versão ligeiramente diferente, com o tema dos Macacos no finzin. Oz Is Lost interrompe a música junto com o maldito Leão, e com ele uma citação de If I Were The King of The Forest, de O Mágico de Oz, que transiciona para o tema da Opressão nas cordas, com os metais acompanhando logo atrás. Sisterly Reunion, naturalmente, retoma as citações de Wicked Witch of the East, na harpa e no sopro. O tema do Poder sombriamente nos metais, seguido de No One Mourns The Wicked nas cordas, quando Nessa e Elphaba se encontram cara a cara, e então as variações novamente. Terminando a faixa, as cordas se agitam e crescem. Por cima, o tema da Opressão na harpa e as primeiras notas de No One Mourns the Wicked.

Como em Something Bad, Powell foi responsável pela orquestração de The Wicked Witch of The East/A Bruxa Má do Leste, por ter de sair e entrar na música várias vezes. Começa tudo normal, com as cordas e harpa, mas logo ao fim da primeira estrofe, o motivo do Grimmerie retorna, a orquestra cresce e a música é retomada na melodia principal, com direito a Unlimited. Há uma breve extensão da ponte e então a reprise do segmento de Boq e Nessa em Dacing Through Life. Enquanto Nessa decide usar o Grimmerie, o tema da Opressão toca rapidamente, seguido de metais sombrios e do motivo do livro, desta vez fragmentado. As cordas ficam frenéticas na melodia da reprise, o coro reentra e a orquestra cresce, levando à última estrofe, que continua a tensão, com a percussão pontuando os esforços de Elphaba e a transformação. O coro acompanha (e sustenta) Nessa cantando a frase titular, fazendo esta versão superior à do álbum. O fim cita o motivo de Nessa e Boq na harpa, que a essa altura está mais associado somente a Nessa.

Uma versão em sopro do trecho da música em que Nessa decide usar o Grimmerie é como Tin Woodman começa, seguida pelas cordas e harpa com No Good Deed de maneira trágica. Após duas repetições, o motivo da Injustiça reaparece pela primeira vez, desesperado nas cordas enquanto Elphaba se retira. Na revelação do Homem de Lata, a orquestra cresce nas cordas e metais em tom assustador e trágico, com o coro se juntando ao final. Wedding Preparations é uma faixa curiosa. Como base, ela é um compilado de reprises do primeiro filme (Cub Rescue; Elphaba at Ozdust; Sharing Secrets e; You'd Better Go), ligeiramente diferentes: o tema #1 da Glinda; o tema da Bondade nas cordas em vez de piano, terminando mais pra baixo; a transição para os Lá, Lás da Glinda; e nada nitidamente diferente na citação de Something Bad, mas ela não entrou no primeiro filme, então tudo bem.

Uma variação de Wonderful nas cordas é repetida no início de A Model Wizard, crescendo até Defying Gravity tocar nos metais quando Elphaba aparece e nas cordas trêmulas quando ela o confronta. As cordas retomam a variação e os sinos da Glinda aparecem quando a própria faz o mesmo. A versão do filme é diferente nessa parte, há uma citação de I'm Not That Girl enquanto Glinda apela para Elphaba. The Wizard and I retorna otimista e inocente nas cordas ao Elphaba rememorar, transicionando direto para Wonderful/Mágico. A música sofreu algumas mudanças para a adaptação: a inclusão de Glinda e a inserção de reprises de Defying Gravity e The Wizard and I, juntando as duas partes de Unlimited delas.

Monkey Freedom continua com The Wizard and I nos metais, não tão inocente, mas ainda assim otimista, Defying Gravity vindo logo atrás. A citação toma um rumo sombrio à revelação dos Macacos Voadores e o tema da Morible é cantado no coro, nas cordas e no sopro, sucessivamente. Os metais graves dominam a cena e então No Place Like Home no sopro dissipa o clima sombrio. A orquestra e o coro crescem tocando o tema do Poder e as últimas notas do tema da Bondade enquanto os Macacos são libertados. Um ostinato nas cordas, dando uma palhinha, e o coro cantando sussurrando terminam a faixa ao Elphaba descobrir o segredo do Mágico via Chesterie. O tema #2 da Glinda é a ideia central de Popular Wedding Music, nas cordas e sopro, o coro acentua a mágica do casamento. É uma ótima música de casamento, tirando os momentos sombrios pontuais. 

A palhinha no final de Monkey Freedom recebe seu momento em Cage, Chaos and Cake, com o ostinato nas cordas e no coro! A percussão e os metais crescem juntos e o caos no título começa. É uma faixa diferente de tudo no resto da trilha, desenvolvendo essa ideia derivada do tema da Opressão e, em um momento, citando o tema da Elphaba em Ação, Powell em sua melhor forma. O ostinato continua em Lust and Betrayal, apenas como corda, pois o tema do Poder assume nas cordas graves, com o coro acompanhando na segunda repetição. Há várias partes dessa faixa não utilizadas no filme, a cena deve ter sido picotada. O tema do Poder continua no sopro até as cordas dominarem, quando Fiyero trai o Mágico em uma ideia romântica (mesmo não estando citando nenhuma das músicas até onde posso ouvir), e os sinos acompanham a chegada de Glinda. O tema #1 da Glinda toca nos sinos de forma a parecer cambalear antes de virar um ostinato alternando entre harpa e sinos, e as cordas entram com As Long as You're Mine. O tema da Morrible se mete nos metais e cordas com sua chegada e No One Mourns the Wicked é citada nos violinos e no sopro enquanto Glinda dá a ideia de usarem Nessa. O tema da Morrible é tocado de maneira muito criativa em diversos instrumentos e transiciona perfeitamente pra uma versão não utilizada de I'm Not That Girl/Não é Pra Mim (Reprise), que começaria e terminaria com a ideia de Cage, Chaos and Cake.

Porém, a música em sua forma normal é a que foi utilizada. Ao final, quando Elphaba e Fiyero chegam à toca, No Place Like Home é citada no sopro, seguida do tema da Bruxa Má no violão, que leva diretamente a As Long as You're Mine/Se Eu Tenho Você. Para os que ouviram o nosso pod, já sabem que a música no seu instrumental é majoritariamente o tema da Bruxa Má, mas eu consegui gravar a melodia cantada, sim, entendo o apelo. Cyclones and Premonitions é outra faixa curiosa, ela começa diferente, com uma brincadeira boa no sopro, mas logo vira uma reprise do final de Transformations. A segunda parte da faixa resgata o sopro que começou Forest Furnishing e retoma As Long as You're Mine, até ser interrompida pela visão de Elphaba. O sopro dançante retorna e o coro cresce para um ritmo frenético na orquestra. O tema do Poder toca desesperado nas cordas e o da Bondade nos metais.

Dorothy está em cena, mas Powell se utiliza dos sinos de Glinda e coro para o início de Requiem for a Witch, que levam à citação de Dancing Through Life/The Wicked Witch of the East com o motivo de Nessa na harpa. O tema da Injustiça nos violinos quebra a citação e a música se torna tensa, o ostinato de Cage, Chaos and Cake retorna, a orquestra cresce e a percussão de Witches Get Snitches entra (no filme, há uma ponte com For Good entre as duas). Powell se diverte com a luta entre Elphaba e Glinda, brincando com What Is This Feeling e utilizando partes da orquestra por vez, lembrando que a música foi a base do tema das duas no primeiro filme. Quando a luta é interrompida, No One Mourns the Wicked entra no sopro, o coro masculino e a percussão militar acentuam a chegada de Fiyero, Dacing Through Life surge nas cordas melancólicas, seguida de I'm Not That Girl. As cordas se agitam e agora tocam Dacing Through Life de forma trágica, acentuada pelo coro. A orquestra cresce nos metais e se alimenta para o início de No Good Deed/Todo Bem Tem Seu Preço, a melhor música do filme.

São 3 músicas seguidas nessa parte do filme: No Good Deed e March of the Witch Hunters/Marcha dos Caçadores de Bruxa compartilham a mesma melodia, e The Girl in the Bubble/A Garota na Bolha divide a Marcha em duas. Também entre as duas partes da música estão: Getting What You Wanted — que começa com o tema do Poder, mesmo Elphaba não estando em cena, primeiro sombrio nas cordas e depois mais leve no sopro; seguido do tema #1 da Glinda na harpa, um baque na percussão acentua a ameaça de Morrible — e Ride to See Elphie, nas cordas com a ideia de Cage, Chaos and Cake (que aqui parece com Every so often, we long to steal, To the land of what-might-have-been de I'm Not that Girl) enquanto Glinda está jogada nas propagandas. Os metais acentuam a virada de chave e a percussão em Marcha refletem que Glinda também está na Caçada, por outros motivos. As cordas e os metais desenvolvem um novo motivo e o coro entra bem a cara da Glinda, sutilmente transicionando para o coro da Marcha e levando direto à segunda parte da música. 

O que se segue é a maior loucura: Transformations novamente, o mesmo trecho, com o tema da Morrible, inclusive, não sei se pra apontar que a Elphaba de fato flipped around. Quando Elphaba diz ser a Bruxa Má do Oeste, No One Mourns the Wicked toca nas cordas, e quando ela recebe a mensagem do Fiyero, o tema da Bondade entra no piano. Para a transição, No One Mourns the Wicked nas cordas em um arranjo mais confortador, e o tom da música se torna o mesmo do início de For Good/Tudo Mudou. Antes da música ser ela mesma, é uma reprise de Unlimited e Defying Gravity. Powell disse que Into the Closet teve diversas versões, a do álbum e a do filme não são as mesmas, mas ambas possuem um material temático confuso. Existe alguma coisa aqui, só não sei o que, talvez uma variação de For Good nas cordas e no coro. No filme, a última nota de For Good leva direto a Into the Closet, fazendo as 3 músicas correrem perfeitamente.

Adendo: Tanto As Long as You're Mine quanto For Good têm a questão do tempo. No original: Say there's no future for us as a pair, and though I may know, I don't care / And now whatever way our stories end, I know you have re-written mine by being my friend. Na dublagem: se essa história tiver de acabar, melhor não pensar, só te amar / não sei se a história acaba bem ou mal, mas nossa amizade fez um novo final.

O piano abre The Melting, o coro canta No One Mourns the Wicked e os metais tocam uma versão sombria e dramática de Unlimited. For Good retorna no sopro ao Glinda sair do armário. O tema da Bondade nas cordas inicia The Story of the Green Bottle, seguido do tema do Poder no sopro. O coro cresce e faz a transição de cena. O tema da Bondade é retomado em um tom sofrido enquanto Glinda expulsa o Mágico, e a variação de Wonderful é tocada nos metais no mesmo tom. As primeiras partes de Ride to See Elphie e The Rise of Glinda são similares: as duas começam com o mesmo ostinato. Mas o coro logo toma conta de The Rise of Glinda, em uma nova versão do tema #1, mais assertiva. O tema da Morrible aparece calmo e gracioso, mas o coro logo retorna, ainda mais assertivo. Os metais heroicamente dão caminho à percussão e ao crescimento da orquestra que, no filme, levam a No One Mourns the Wicked/Sem Perdão à Bruxa.

A orquestra continua no mesmo pique em Glinda's Speech, com I Couldn't Be Happier e um tique de The Wizard and I (Did that really just happen? Have I actually understood?). No sopro e cordas, o tema #1 da Glinda, um tico de No Place Like Home e a ideia de Into the Closet se misturam. Os sinos e coro transicionam do tema #1 para For Good, onde toda a orquestra se une. A Wicked Good Finale é o que o nome diz, começando com o tema da Bondade, seguido de As Long as You're Mine e, brevemente, For Good (só I've been changed). Depois, enquanto Glinda sobe as escadas, o ostinato de Defying Gravity no xilofone e a melodia no coro, o ostinato para as cordas e For Good no sopro e no piano, com o mesmo arranjo da faixa anterior. A reprise de For Good cantada e No One Mourns the Wicked encerram o filme, com Unlimited no meio, como na Parte 1.

Mas ainda tem um bis. Wicked For Good Suite utiliza a base da última parte de The Rise of Glinda para pôr por baixo de Defying Gravity, com toda a orquestra participando. Depois, Arrival at Shiz University com Unlimited, mas em vez de ir pra Dear Old Shiz, vai pra For Good, com o coro cantando também. E por último, Train to Emerald City com a citação de No One Mourns the Wicked, terminando com o ostinato de Unlimited.

Como podem ver, muitas coisas novas, algumas coisas reutilizadas. Decisões curiosas, mas dificilmente o suficiente pra clamar preguiça. Adoraria que o próprio Powell classificasse seus temas, não só pra vocês terem um guia melhor que eu, mas também pra poder redescobrir tudo novamente. Diria que não dá pra ser mais feliz, temos Cynthia Erivo e Ariana Grande como Elphaba e Glinda (a gravação de Myra Ruiz e Fabi Bang pro brasileiros) e duas trilhas danadas de boas de um dos melhores do ramo: John Powell. Isso quer dizer que farei mais Trilhando as Trilhas dele? Não. Mas não se preocupe (sei que não está), os próximos dois episódios estão mais do que bem definidos (até não estarem). Então, até a nossa próxima trilha.

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