MESTRES DO UNIVERSO: Nostálgico, divertido e verdadeiramente épico! | REVIEW QUE NINGUÉM PEDIU

 

O clássico da década de oitenta retornou para as telonas do cinema e está igualmente mágico quando comparado com a animação da TV. Os Mestres do Universo estão de volta e sem medo de recontar essa história sem tentar se prender à seriedade dos filmes de herói dos últimos anos. Pelo contrário, a cafonice é abraçada para o bem maior.

Apesar de não criarem um plot totalmente do zero e usarem muito da narrativa clássica da série animada criada por Lou Scheimer, o filme ainda tem um jeito extremamente único de recontar a história de origem que transformou o Príncipe Adam em He-Man, e o grande ponto alto do filme acaba sendo a opção pela nostalgia, mostrando os personagens perfeitamente caracterizados e tornando a magia em realidade.

O diretor Travis Knight e sua equipe fizeram um trabalho fabuloso em honrarem a memória dos que assistiram a obra original e o live action protagonizado por Dolph Lundgreen, que, felizmente retornou para passar a espada para Nicolas Galitzine, o filme facilmente entrega uma homenagem muito bem executada ao invés daquele fanservice raso apenas para impressionar os fãs mais antigos, como a Marvel fez em filmes como Vingadores: Ultimato ou no Homem Aranha que uniu os três atores que assumiram o manto. 

O roteiro é bastante certeiro, a história de Adam no mundo humano, tentando lidar com a vida adulta, mas almejando a volta para Eternia, é bem interessante e dá um toque bem único e impede que se torne apenas mais do mesmo em relação à franquia de MOTU. A comédia do filme é no ponto e felizmente, não se torna um besteirol, e consegue agradar todas as gerações, mesmo que tenha um pézinho na década de oitenta, o que é um ponto bem positivo para manter a caracterização da adaptação. 

No aspecto técnico, tudo parece funcionar muito bem mesmo com as toneladas de CGI. Mestres do Universo acertou demais na construção de mundo, fotografia e ambientação, mas o grande destaque é na caracterização dos personagens, que é absolutamente impecável, as roupas têm uma enorme qualidade e conseguem representar perfeitamente os personagens que as vestem. 

Não só de qualidade técnica o filme funciona, o elenco também foi uma escolha muito bem feita, mesmo que tenha o Jared Leto, que geralmente decepciona nos filmes onde atua, mas pareceu se encontrar no Esqueleto. Os atores escolhidos deixam extremamente óbvia a paixão envolvida nesse projeto e todos pareceram entrar de cabeça no que estava por vir. Em especial, o Nicolas Galitzine foi perfeito em representar não só o Adam como o He-Man, que pareciam ser pessoas completamente diferentes, assim como no desenho animado. Além dele, a Camila Mendes como Teela também foi perfeita no papel, tendo aquela persona forte e determinada. 

Além de tudo isso, o final é bem leve e divertido, mesmo depois de cenas de luta de tirar o fôlego, e ainda entrega duas cenas pós-crédito que deixaram todos na sala de cinema extremamente ansiosos para uma possível continuação ou mais projetos situados no mesmo universo.

VEREDITO: ★★★★

Em resumo, Mestres do Universo conseguiu honrar perfeitamente o legado da animação clássica, o grande acerto da obra foi a própria produção compreender que essa é uma obra que não precisa ser levada a sério e exploraram com perfeição o mundo mágico de Eternia para contar uma narrativa épica, homenageando a alta fantasia e usando de uma comédia bem escrita e cheia de referências para agradar tanto o público antigo quanto as novas gerações que vão lotar as salas de cinema. 

Texto de Julia "Ju" Nunes
Revisado por Tiago Samps e Gabriel Bezerra

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